Plano de Ação 2


O valor da miscigenação

IDENTIFICAÇÃO DOS CURSISTAS

Elbert Sat’anna Favero
Fábio Gonçalves Fonseca
Marcos Santos Silva
Fernanda Vieira de Azevedo
Lindaíldes Ferreira de Souza
Marcelina Tânia Queiroz
Marília Adriana Rotta Perdonati
Mônica Aparecida Alegário de Souza
Thaís Alves da Costa Rodrigues

OBJETIVO DA AÇÃO

 - Valorizar a cultura indígena, negra e seus afro-descendentes e afro-brasileiros na escola e na sociedade, evidenciando e positivando as contribuições culturais dos/as negros/as para a formação do país.
- Conhecer os valores e as tradições culturais negras desenvolvendo atitudes de respeito, cidadania e solidariedade necessárias à preservação e continuidade.
- Entender e valorizar a identidade do povo negro e indígena presentes na comunidade;
- Desenvolver atitudes de respeito à diversidade étnica e racial.
- Desmistificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana e indígenas;
- Despertar para a africanicidade brasileira em manifestações na arte, esportes, culinária, língua, religião, como elementos de formação da cidadania.
Todas as ações desenvolvidas visam contribuir com o combate ao racismo e a todo e qualquer tipo de discriminação existente no âmbito educacional.

JUSTIFICATIVA

Na escola, valores sociais e morais são reforçados e também é nela que muitos preconceitos são perpetuado de forma quase imperceptível. Portanto é também na escola que se deve propiciar a reflexão crítica sobre a valorização da cultura negra, criando espaços para manifestações artísticas que proporcionem reflexão crítica da realidade e afirmação positiva dos valores culturais negros pertencentes a nossa sociedade.
A cultura universal inclui feitos afros e indígenas de grande importância, entretanto, estes são desconhecidos ou desprezados pela educação brasileira. Uma sociedade democrática e justa inclui todos os setores da população, não admitindo a existência de distorções, diferenças ou dominação.
A identidade afro-brasileira e indígena é construída no processo histórico de exclusão social. Destaca-se no contexto a omissão e a desvalorização da cultura dos povos africanos e indígenas quer seja na língua, suas narrativas orais, músicas, comidas, arte, danças..
Reconhecer o mérito, o valor do outro, da riqueza que cada indivíduo e grupo social porta é um imperativo da vida em sociedade. A escola não pode eximir-se deste processo de constituição da cidadania, da democracia, da vida republicana, sem deixar de ver na diversidade um potencial de diálogo, discurso e prática que promova a igualdade na educação.
Nessa perspectiva, torna-se primordial a contribuição e a parceria com a instituição escolar para romper com o modelo vigente na sociedade brasileira, garantindo a cidadania e a igualdade racial. A Lei em si não basta, é preciso que modifiquemos o ensino-aprendizagem para que tenhamos um resultado eficaz, valorizando conhecimentos dessas culturas, fazendo acontecer mudanças necessárias nos valores morais dos  alunos e ainda, buscando a conscientização e envolvimento da comunidade escolar ,  pois em muitos casos o preconceito, o racismo vêm enraizado no seio da família, sendo repassado de geração e geração.
Desta forma a presente ação atende os dispositivos da Lei 10.639/2003 e a Lei 11.645/2008, que determinou a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena” no currículo oficial da rede de ensino fundamental e médio nas escolas públicas e particulares do Brasil.
Com essa ação espera-se que a consciência de valorização do ser humano ultrapasse as fronteiras da violência, do preconceito e do racismo.
“todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma quando não na alma e no corpo, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro” (FREYRE, 1993).

DESCRIÇÃO DA AÇÃO

O desenvolvimento da ação estará em consonância com os blocos temáticos da instituição escolar e será feito de acordo com as necessidades das turmas e a realidade local, estabelecendo a proposta de conteúdo para a classe. Em primeiro momento a temática será desenvolvida na sala de aula por meio de atividades para a sua exploração, sistematização e para a conclusão dos trabalhos. Os alunos devem fazer observações diretas no entorno familiar, observações indiretas em ilustrações e/ou vídeos, experimentações, leituras, oficinas, pesquisas. Em segundo momento o envolvimento dos pais e mães na conscientização do preconceito racial existente na sociedade e as formas de combate aos mesmos, e finalmente, na culminância da ação será convidada toda comunidade escolar para a apresentação e exposição das atividades realizadas pelos alunos, com o intuito de conscientização contra o preconceito e valorização da etnia negras e indígenas.

CRONOGRAMA
 - Tempo estimado: 03 meses

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE A AÇÃO

1 – AÇÕES DESENVOLVIDAS COM OS ALUNOS:

No decorrer do terceiro trimestre sob a orientação do coordenador pedagógico, os professores devem introduzir conteúdos ligados à cultura africana  e indígena no planejamento das aulas.
Diagnóstico do perfil dos alunos da escola, feito através de entrevista com os próprios pais;  árvore genealógica.
Entrevista/coleta de dados, construção de gráficos sobre a cultura negra.
Leitura de textos /poemas “O Negro em Verso”; “Minha Família é Colorida” – Georgina Martins.“Minha Mãe é Negra Sim!” – Patrícia Santana. “Que Cor é a Minha Cor?” – Martha Rodrigues. “Princesa Arabela: mimada que só ela” - Milo Freeman. Uma ideia luminosa” - Rogério Andrade Barbosa.“Menino parafuso” -Ângelo Abu. “O Menino Marrom” – Ziraldo. “Felicidade não tem Cor” – Júlio Émilio Braz.
Exibição de filmes e documentários: Vista Minha Pele, Cidades dos Homens, Hotel Ruanda, Um Sonho Possível, Kuriku e a feiticeira, Princesinha, Brava Gente Brasileira;      
Pesquisa sobre:- moda, tecidos, culinária africana e indígena;
Comidas típicas africanas; Comidas típicas indígenas;
Músicas e instrumentos afro-brasileiros;  “A cultura do HIP HOP/RAP”;
Personalidades negras;  Destaque aos negros na política, na igreja, no futebol e na educação;
Indumentárias religiosas africanas;
Reflexões positivas de reportagens jornalísticas e textos da atualidade que tratam sobre o tema; A existência dos desenhos infantis com personagens negros; A visibilidade do negro na mídia (TV, revista, outdoor);
Audição, análise das músicas de Gabriel pensador “racismo é burrice e ninguém nasce racista”, fazendo releituras e transformando-as em ilustrações pedagógicas para amostra cultural; 
Construção com os alunos de  murais, teatros, danças, coreografias, comidas, vestimentas, instrumentos utilizados no trabalho, nos rituais, nas danças, para a exposição no dia da amostra cultural;
REALIZAÇÃO DE OFICINAS QUINZENAIS: Oficina de arte: - pesquisa e criação de máscaras africanas; Oficina de capoeira; Oficina “Artesanato da Capoeira”. Oficina de beleza “Valorização dos cabelos Afros”.

AÇÕES DESENVOLVIDAS COM OS PAIS E MÃES

1º momento: Palestra: “Racismo, preconceito, discriminação... São problemas unicamente daqueles que os sofrem ou de toda a humanidade?”
2º momento: Entrega de questionários para diagnósticos de situações nas quais eles ou os filhos vivenciaram situações discriminatórias. Após coletas de dados, debate sobre ações que podem evitar que atitudes preconceituosas voltem a acontecer.
3º momento: Debate sobre a responsabilidade que todos têm na manutenção de um convívio sem preconceitos e apresentação das ações que a escola desenvolve contra a discriminação.

AÇÕES DESENVOLVIDAS COM A COMUNIDADE ESCOLAR

Culminância do projeto no final do trimestre.
Realização da Amostra Cultural
Ornamentação do espaço com todos os trabalhos realizados pelos alunos durante a ação;
Exposição de objetos antigos da cultura negra e indígena, busca feita com o apoio da comunidade escolar;
Apresentação do grupo de capoeira;
Apresentação do grupo “Dança de rua”;
Recital de poemas
Apresentação do teatro: “O Diamante”
Desfile das belezas negras da escola;
Degustação de comidas típicas negras e indígenas.

POPULAÇÃO BENEFICIADA

Comunidade escolar, funcionários , alunos e familiares.